quinta-feira, 10 de novembro de 2011

8.

Esquecerei da minha essência,
e das palavras que vieram ao mundo por mim.
Eu não mais serei o riso constante,
nem a felicidade dos dias que virão.

Eu não serei amargura,
nem ódio. Apenas solidão
conformada,
nada do que não fui antes.

Eu serei diferente,
e não darei mais o que é meu,
todo o pouco que resta ficará.
e o resto, o vazio, se encherá de mais vazio,
e mais vazio irá ficar.

E não haverá mais afeto,
nem tristeza, nem angústia,

eu serei uma folha em branco,
que ninguém há de escrever.

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